quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

dia 12, a terra tremeu…

Dia 12 a terra tremeu.
Mas nada na minha vida mudou,
Pois tudo na mesma ficou.

Ao principio pensei que era uma tontura,
Experiência que não me era estranha.
E uma vez mais o medo se entranha.

Lembrei-me logo do inderal,
E de como se estava a acabar.
Um dia a preguiça há de me matar.

Foi então que me apercebi,
Que de um sismo se tratava.
Olhei então para a planta que ninguém amava.

Ela abanava irrequieta,
Como se corrente de ar passasse,
Senti como se algo me trespassasse.

O meu corpo abanava de um lado para o outro,
Como uma coisa insignificante,
Senti algo incessante.

A minha alma dizia que algo me faltava,
Mas por muito que tentasse não descobria,
Sentia falta de algo mas o que seria?

Se algo tivesse acontecido,
Muita coisa ficava por dizer,
E outras tantas por fazer.

Quero dizer o que sinto,
Mas não consigo,
Existe algo que me impede de falar contigo.

Dia 12 a terra tremeu.
Nada mudou,
Na mesma tudo ficou.

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