Dia
Mas nada na minha vida mudou,
Pois tudo na mesma ficou.
Experiência que não me era estranha.
E uma vez mais o medo se entranha.
E de como se estava a acabar.
Um dia a preguiça há de me matar.
Que de um sismo se tratava.
Olhei então para a planta que ninguém amava.
Como se corrente de ar passasse,
Senti como se algo me trespassasse.
O meu corpo abanava de um lado para o outro,
Como uma coisa insignificante,
Senti algo incessante.
A minha alma dizia que algo me faltava,
Mas por muito que tentasse não descobria,
Sentia falta de algo mas o que seria?
Se algo tivesse acontecido,
Muita coisa ficava por dizer,
E outras tantas por fazer.
Quero dizer o que sinto,
Mas não consigo,
Existe algo que me impede de falar contigo.
Dia
Nada mudou,
Na mesma tudo ficou.
Sem comentários:
Enviar um comentário