quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Nariz frio…

Bolas hoje acordei tinha o nariz congelado. Pelo amor de deus, a única parte do meu corpo que estava descoberta estava totalmente congelada. Fartei de me rir com aquela situação. Foi então que me lembrei de todas as pessoas que não estavam dentro de uma caminha quentinha como a minha. Todos aqueles que se sujeitam a dormir na rua, debaixo daquele frio que me congelou o nariz.

Durante uns momentos senti-me mal comigo próprio, pensei em todos aqueles que não tinham conseguido dormir por causa do frio. Enquanto isso estava eu na minha cama, dura mas quente, debaixo de lençóis, cobertores entre outras coisa, a rir que tinha o nariz completamente congelado. Pensei na sorte que tinha em ter um tecto acima da minha cabeça, de ter tido sorte em ter uma família que sempre me deu o que podia e me ajudou a ser quem sou agora. Tive sorte…

Depois disto olhei para o relógio, ups horas de levantar que já estou atrasado.

Sai com grande dificuldade da cama, levanto-me com uns valentes arrepios de frio e vou para a casa de banho, foi um começo de mais ou menos um dia. O trabalho espera…

quinta-feira, 19 de julho de 2007

O que nos faz continuar?

O que nos faz continuar? Quando sabemos como o filme vai acabar… Quando já sabemos o final do caminho?

O que nos faz continuar, quando vemos a tristeza que vai neste mundo, o sofrimento, o que vai na cabeça das pessoas que habitam neste planeta.

O que nos faz continuar, quando existem pensamentos tão contraditório como o amor e o ódio.

O que nos faz continuar, quando vemos, ouvimos e passamos por coisas que nos causam sofrimento.

O que nos faz continuar, quando não encontramos ninguém que realmente nos cative a atenção.

O que nos faz continuar…

Não sei… Mas todos os dias cá estou, por enquanto…

sexta-feira, 16 de março de 2007

A rapariga sem sorriso.

A alguns anos atrás, quando estava no meu décimo ano de escolaridade existia uma rapariga que me metia um pouco de confusão. Era uma rapariga que nunca sorria. Ela ria, mas eram sorrisos vagos e vazios. Tinha uma cara fechada, e muito introvertida. Eu também sou um pouco fechado e introvertido, mas eu ao menos gosto de brincar e sorrir, ela não. Tinha sempre um semblante muito pesado e triste. Não era uma pessoa com quem eu me desse muito, mas isto sempre foi algo que me deixou intrigado. Qual seria a razão? Acabei o 12 ano sem a resposta, entrei na faculdade de Ciências e nunca mais me lembrei disso. Quer dizer, nunca mais me lembrei disso até a semana passada quando a encontrei a espera do comboio na plataforma de embarque. Ela tinha crescido, estava mais mulher, um pouco mais alta… Mas infelizmente o mesmo ar triste.

Passaram cerca de cinco ou seis anos desde a última vez que a tinha visto, mas tinha na mesma aquele ar e uma “aura” depressante á sua volta. Podia ter perguntado o porquê de tamanha tristeza constante, mas não o fiz. Não fui capaz.

No dia seguinte voltei a me encontrar com ela no comboio, seria o destino a querer que eu tentasse perceber o que se passava ou que se passou para ela não ter um sorriso? Voltei a me encolher e a encolher tal questão.

O que aconteceu ao teu sorriso? Porque semblante tão pesado durante todos os dias que vives? A vida é curta, e se não a levarmos com um sorriso nos lábios torna-se uma experiência efémera sem razões para querermos continuar.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Vivemos num mundo de mentiras.

Eu sei que usei um dos maiores clichés de sempre, mas não é por essa razão que ela deixa de ser verdadeira.

Todos os seres humanos são mentirosos, esta é a verdade absoluta.

Todos mentem, mas odeio quando as pessoas me mentem. Mas o pior é quando eu sei que eles me estão a mentir na cara… Quando isto acontece, fico irremediavelmente em baixo. Penso, “Devo de ser mesmo uma má pessoa para me estar a mentir na minha cara”, e depois afasto-me um pouco mais de todos os que me rodeiam e isolo-me mais um pouco. Pouco a pouco. Só espero não me enganar agora, já estou farto de desilusões.

Eu também sou um ser humano, logo minto. Mas as minhas mentirinhas são normalmente malandrices e brincadeiras…

Vivemos num planeta fundado na mentira, pode ser que noutra vida se venha a ter mais sorte.

Todo o mundo mente, mas cabe a nós determinar no que queremos acreditar. Eu basicamente deixei de acreditar nas pessoas e deixei de acreditar ou confiar no ser humano.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Alteração do meu comportamento com a musica.

Nos últimos anos, a minha relação com a música sofreu uma grande alteração. Todos os que me conhecem desde o princípio sabem do meu profundo sentimento de repudia em relação á música. Mas durante a minha caminhada algo mudou.

De inimiga, passou a ser uma amiga. É claro, não gosto de todo o tipo de música. Gosto só daquelas que dizem algo, daquelas que são a gozar (tipo mamonas assassinas, e EMINEM).

Mas é interessante, passo o dia inteiro a trabalhar ao mesmo tempo que oiço musica. A musica ajuda-me a relaxar e a apreciar o que estou a fazer. Mas quem me conhece não estava a ver isto a vir. Para ser sincero, eu também não. Isto foi mais um vício da FCUL, pois enquanto a gente trabalhava, um colega meu punha musica. Tenho saudades desse tempo, se bem que foi apenas a um ano…

A musica ajuda-me a limpar a cabeça de coisas que não me interessam e que me podem estar a apoquentar e que podem até interferir no trabalho. Enfim…

Mas numa coisa eu me mantenho fiel, quando chego a casa já não oiço musica. Já tenho outras coisas para me destrair (PC, PSP, PS2, TV e muito em breve PS3…. oohhhhhhh)

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

O fim do som.

Após centenas de pedidos e até alguma ameaças de morte, foi introduzido o comando para pararem a musica da página.
Este momento parte-me o coração.

O comando para tal situasse no final da pagina. :(

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

dia 12, a terra tremeu…

Dia 12 a terra tremeu.
Mas nada na minha vida mudou,
Pois tudo na mesma ficou.

Ao principio pensei que era uma tontura,
Experiência que não me era estranha.
E uma vez mais o medo se entranha.

Lembrei-me logo do inderal,
E de como se estava a acabar.
Um dia a preguiça há de me matar.

Foi então que me apercebi,
Que de um sismo se tratava.
Olhei então para a planta que ninguém amava.

Ela abanava irrequieta,
Como se corrente de ar passasse,
Senti como se algo me trespassasse.

O meu corpo abanava de um lado para o outro,
Como uma coisa insignificante,
Senti algo incessante.

A minha alma dizia que algo me faltava,
Mas por muito que tentasse não descobria,
Sentia falta de algo mas o que seria?

Se algo tivesse acontecido,
Muita coisa ficava por dizer,
E outras tantas por fazer.

Quero dizer o que sinto,
Mas não consigo,
Existe algo que me impede de falar contigo.

Dia 12 a terra tremeu.
Nada mudou,
Na mesma tudo ficou.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Todos os dias…

Todos os dias acordo…

Todos os dias me levanto da cama…

Todos os dias lavo a cara…

Todos os dias lavo os dentes…

Todos os dias me visto…

Todos os dias me dirijo para apanhar o comboio…

Todos os dias trabalho de manhã…

Todos os dias almoço…

Todos os dias trabalho a tarde…

Todos os dias me dirijo novamente para o comboio…

Todos os dias janto…

Todos os dias vejo televisão…

Todos os dias jogo videojogos…

Todos os dias volto a dormir…

Todos os dias morro um pouco!

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Mais um ano que se passou…

Bem, após mais um ano de vida, está na altura de voltar a fazer um balanço.

Posso dizer que este ano acabou com um saldo positivo, pois senão vejamos.

Neste ano acabei a faculdade, arranjei um trabalho, fiz tudo o que quis…

Existe melhor que isto? Talvez, mas neste momento não estou para preocupações nem grandes trabalhos, prefiro centrar-me no meu trabalho, família e diversão. Eu sei q sou uma pessoa egoísta por natureza, pois não gosto de me partilhar.

O que eu considero diversão muita gente menospreza, problema o deles.



A vida nem sempre é como gostaríamos q ela fosse. Temos sonhos, uns possíveis e outros impossíveis. Mas sabemos sempre q existe sempre algo inevitável. Por muito que tentemos. E quer consigamos os nossos objectivos ou não, não interessa. O fim é igual para todos.

Pois ser ou não ser é me indiferente, a minha morte é apenas a minha liberdade absoluta.



Dead is the only thing that release us from sorrow.



We are on this world to suffer. From love, dead, life…





HAPPY BIRTHDAY.





My only hope is that my end will be on the day of my begining.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

O que foi feito de “TI”?

Já se passaram uns bons 7 anos… o que será que foi feito de “TI”? Ainda me lembro como se fosse ontem a primeira vez que te vi. O que será que estás a fazer agora? Foi de forma tão repenTIna que saíste da minha vida, que foi como se me TIrassem um penso rápido… Onde será que errei? Esta ulTIma até sei a resposta. Era muito jovem e imaturo, não sabia o que estava a fazer. Só agora ao olhar para traz e que me apercebo do sucedido, e por isso peço desculpa. A juventude passou, e só agora é que me apercebo dos meus erros, um pouco tarde… Podia ter sido diferente entre nós, se não fosse tão casmurro e limitado.

Escrevo para que talvez um dia por aqui passes e leias este texto, mesmo não sabendo que é de “TI” que estou a falar.

Não me esqueci de “TI”, e nunca esquecerei, desde esse momento fiquei parado no tempo não conseguindo avançar, uma espécie de “STANDStiLL”.

Sonhos.

Sonhos, é uma das palavras mais abstratas que nos é conhecida, mas no entanto passamos a nossa vida inteira agarrados a ela.

É uma palavra que pode ter diversos significados, e tal como nós sabemos, pode ser aplicada praticamente com todos os sentidos. É uma palavra obrigatória em praticamente todos os dicionários de todo o mundo, não interessa o dialecto, mas esta palavra terá de estar lá presente.

Existe quem atribua esta palavra a objectivos na sua vida, pois uma vida sem objectivos (ou sonhos) é uma vida vazia. Sonham que um dia gostariam de viver o chamado sonho americano (alguém conhece?), gostariam de fazer uma viagem, ou até simplesmente estar justo de quem gostamos sem ter de pensar em mais nada. Como já ouvi alguém dizer, “É o sonho que comanda a vida”, se bem que nos dias que passam é o VISA que comanda os sonhos.

Outro significado desta palavra é as ilusões criadas pelo nosso cérebro quando estamos a dormir, e é este significado que me é mais querido pois eu gosto mais de viver no meu mundo do que o mundo actual. Para mim o tempo que eu passo acordado é apenas um intervalo da minha verdadeira realidade. É estranho, e eu próprio não percebo, mas é a realidade. É de tal modo estranho que eu chego a tomar decisões da minha vida real tendo em conta os acontecimentos dos meus sonhos, e posso ficar chateado uma semana com uma pessoa na vida real se ela fez algo que não gostei nos meus sonhos. Enfim, já acabei coisas sérias por causa deles mas isso já é outra conversa.

Sonhos, uma palavra realmente especial para alguns, detestada por outros, indiferente para os frios. Todos nós temos sonhos diferentes, todos nós somos diferentes, todos nós somos o que decidimos ser através de opções que tomamos no passado.

Existem ainda os sonhos adaptativos, ou seja os sonhos que se adaptam á situação em que estamos.

Era impossível separar a palavra sonhos com a palavra amor, pois ambos estão quase que intrinsecamente ligados. Muitas pessoas sonham em encontrar o verdadeiro amor. Este tipo de sonho parece que está indirectamente ligado ao sonho adaptativo. É estranho. O “American Dream” não está mal pensado… Eu prefiro abstrair-me e fechar-me do mundo que me rodeia e viver no meu mundo.

A vida é uma breve passagem, para quê perder tempo na vida real.

E ao contrario do que se diz, mas vale nunca ter amado do que ter sofrido por amor.

O que fazer nestas situações?

Por vezes quando sinto-me assim, como se tivesse perdido neste planeta tão imenso. São alturas em que ponho em causa o que tenho feito até esta data, e o que penso em vir a fazer. Isto acontece todos os anos por estas alturas, e deixam me num estado de espírito muito negativo. É por estas alturas que mais sinto, algo que não gosto muito levo o resto do ano a reprimi-lo. E depois vejo “aquilo”, o que me deixa ainda mais desarmado.

Odeio estas alturas em que ponho em causa tudo o que sou, e tudo o que decidi até agora. Malditos se’s…

Odeio por em causa a pessoa que sou actualmente. Também tenho de ser sincero, nunca gostei realmente de mim, mas quem sou actualmente... enfim pode ser que um dia tenha sorte.

Quando não falta muito para chegar aos 24 penso que os anos que estão para vir só podem trazer mais coisas más que coisas boas. Pode ser que esteja errado.

Estes pensamentos profundos que nos atingem quando menos esperamos… São muito chatos, e mais que suficientes para deitarem uma pessoa abaixo.

Se eu tivesse arriscado mais... Se eu… Se… Mas a minha sina é esta, por vezes penso se vale mesmo a pena tentar…

Uma coisa tenho a certeza, mais vale levar a vida na brincadeira e não pensar muito.

Pois segundo uma das minhas frases preferidas, “Pensar só sabe trazer dor”.

O que vale e que eu vou continuar a brincar durante o resto da minha vida e a tentar alterar esta pessoa que tanto odeio, eu.

Abertura

Como ultimamente tenho criado uns posts que não tem nada a haver com o que eu tinha em ideia para o meu outro blog, pois nele apenas devia de conter os pensamentos do dia e era para ser um pouco a gozar. Mas ultimamente tem saído mais meditações, por isso achei por bem dividir a coisa. Os pensamentos mais profundo vão passar a vir para aqui, e os pensamentos mais estranhos e mais abertos iram estar no lugar habitual.

Durante os primeiros tempos, este blog não irá estar protegido como o outro, irá ser mais aberto. Mas depois, dependendo do que venha a acontecer, poderá mudar ou não. Na primeira fase vou começar por postar os últimos pensamentos que eu penso que não se enquadravam no outro lado. Espero atingir os meus objectivos com este blog.