sexta-feira, 16 de março de 2007

A rapariga sem sorriso.

A alguns anos atrás, quando estava no meu décimo ano de escolaridade existia uma rapariga que me metia um pouco de confusão. Era uma rapariga que nunca sorria. Ela ria, mas eram sorrisos vagos e vazios. Tinha uma cara fechada, e muito introvertida. Eu também sou um pouco fechado e introvertido, mas eu ao menos gosto de brincar e sorrir, ela não. Tinha sempre um semblante muito pesado e triste. Não era uma pessoa com quem eu me desse muito, mas isto sempre foi algo que me deixou intrigado. Qual seria a razão? Acabei o 12 ano sem a resposta, entrei na faculdade de Ciências e nunca mais me lembrei disso. Quer dizer, nunca mais me lembrei disso até a semana passada quando a encontrei a espera do comboio na plataforma de embarque. Ela tinha crescido, estava mais mulher, um pouco mais alta… Mas infelizmente o mesmo ar triste.

Passaram cerca de cinco ou seis anos desde a última vez que a tinha visto, mas tinha na mesma aquele ar e uma “aura” depressante á sua volta. Podia ter perguntado o porquê de tamanha tristeza constante, mas não o fiz. Não fui capaz.

No dia seguinte voltei a me encontrar com ela no comboio, seria o destino a querer que eu tentasse perceber o que se passava ou que se passou para ela não ter um sorriso? Voltei a me encolher e a encolher tal questão.

O que aconteceu ao teu sorriso? Porque semblante tão pesado durante todos os dias que vives? A vida é curta, e se não a levarmos com um sorriso nos lábios torna-se uma experiência efémera sem razões para querermos continuar.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Vivemos num mundo de mentiras.

Eu sei que usei um dos maiores clichés de sempre, mas não é por essa razão que ela deixa de ser verdadeira.

Todos os seres humanos são mentirosos, esta é a verdade absoluta.

Todos mentem, mas odeio quando as pessoas me mentem. Mas o pior é quando eu sei que eles me estão a mentir na cara… Quando isto acontece, fico irremediavelmente em baixo. Penso, “Devo de ser mesmo uma má pessoa para me estar a mentir na minha cara”, e depois afasto-me um pouco mais de todos os que me rodeiam e isolo-me mais um pouco. Pouco a pouco. Só espero não me enganar agora, já estou farto de desilusões.

Eu também sou um ser humano, logo minto. Mas as minhas mentirinhas são normalmente malandrices e brincadeiras…

Vivemos num planeta fundado na mentira, pode ser que noutra vida se venha a ter mais sorte.

Todo o mundo mente, mas cabe a nós determinar no que queremos acreditar. Eu basicamente deixei de acreditar nas pessoas e deixei de acreditar ou confiar no ser humano.